Fica para a próxima vez
Tinha dez anos quando foi convidado a participar de um acampamento de férias. Em meio a muita indecisão decidiu não ir, por medo de ficar perto de gente que não conhecia. Depois ficou sabendo que havia conhecidos por lá. E que quem foi, gostou. Apesar de um pouco triste pensou: “Ah, na próxima eu vou…”
Não houve uma próxima vez.
Aos quinze descobriu que uma das melhores escolas de inglês da cidade abriria um concurso de bolsas. Animou-se, chegou a fazer a inscrição, mas na noite anterior a prova foi absorvido por um medo enorme. Em um surto de autossabotagem e insegurança, decidiu que nem tentaria e pronto. Para se consolar, pensou sozinho: “Na próxima, eu tento!”
Essa foi a única vez que a tal escola abriu um concurso de bolsas.
Final de ensino médio. Toda aquela tensão de provas e vestibulares. Dedicou-se o máximo que podia. Passou em dois vestibulares. Um em sua cidade para um curso legal e o outro para o curso de seus sonhos, porém muito longe de casa. Por comodismo ou medo de não conseguir se sustentar ou se adaptar, optou pelo “curso legal” mesmo. Claro que de vez em quando a perguntinha “E se?” passava por sua mente. Mas como sempre, pensou: “Deixa para a próxima vez. Ainda dá tempo.”
Como nos outros casos, não houve uma próxima vez.
As escolhas feitas agora definem o futuro. Oportunidades não aparecem a toda hora. Se quisermos alguma coisa, não dá para deixar para a próxima vez. E depois não vai adiantar ficar reclamando da vida ou de Deus.
Para terminar, fica a dica de uma música que eu acho muito inspiradora:

Por: Nahida Almeida

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